Saltar para o conteúdo

Hyundai Tucson (2015-2020): um dos melhores SUV no mercado de usados

Automóvel Hyundai Tucson cinza estacionado em interior com grandes janelas e vista de ponte ao fundo.

O Hyundai Tucson está entre os melhores SUV do segmento. O problema é que, em usados, há poucas unidades disponíveis.


O Hyundai Tucson de terceira geração (2015-2020) assinalou um ponto de viragem para a marca sul-coreana na Europa. Foi um dos modelos que mais ajudou a Hyundai a afastar-se, de forma definitiva, da imagem de opção meramente «racional», afirmando-se também como uma proposta com tecnologia, qualidade e uma presença mais cuidada.

Este salto não surgiu por acaso: a Hyundai reforçou fortemente a aposta na Europa - com investimento em centros de desenvolvimento e de design, contratação de talento e capacidade industrial - e o Tucson acabou por evidenciar, na prática, o peso do mercado europeu na estratégia da marca.

No mercado de usados, o Tucson continua a ser uma escolha muito pertinente. Encontrámos mais de 80 unidades à venda em Piscapisca.pt, na sua maioria certificadas e com garantia.

Para quem quer um SUV simples de viver, com bom espaço, conforto e comportamento previsível, é uma opção que faz sentido. Soma-se ainda o facto de muitas versões trazerem muito equipamento. A unidade que vimos por menos de 21 mil euros inclui até bancos traseiros aquecidos - algo raro neste segmento.

Hyundai Tucson por fora não complica

O visual exterior do Hyundai Tucson (2015-2020) mostra como é possível criar um desenho que envelhece bem sem exageros. As proporções mantêm-se harmoniosas e a carroçaria passa uma ideia de robustez sem cair numa agressividade estilística que rapidamente fica datada.

A expressão mais conseguida desta terceira geração chegou com a atualização de 2018, que tornou o conjunto mais polido: grelha revista, faróis mais estreitos e uma leitura geral mais atual, alinhada com a identidade que a Hyundai pretendia consolidar nessa fase.

Não é um SUV que chame atenções à distância, mas também não parece ultrapassado - o que, num usado, é um ponto claramente a favor. A isto junta-se uma construção de carroçaria bem montada (plásticos, óticas e restantes elementos), ajudando a que o passar do tempo seja mais tranquilo.

Um coreano que envelhece à japonesa

É no habitáculo que o Tucson começa, de facto, a explicar grande parte da sua popularidade. O espaço é dos atributos mais consensuais: há boa largura ao nível dos ombros, os adultos viajam com folga atrás e a bagageira corresponde ao que uma família costuma exigir - seja para férias, carrinhos de bebé ou um uso profissional leve.

A qualidade percebida também está em bom nível e o rigor de montagem fez vários rivais de marcas alemãs torcerem o nariz (incluindo propostas de gama alta). O patamar a que a Hyundai chegou neste Tucson parece beber tanto da escola alemã como da japonesa.

Nas unidades mais recentes, sobretudo a partir de 2018, o sistema de infoentretenimento deu um salto claro: resposta mais rápida, ecrãs de maiores dimensões e compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto.

Mesmo as versões intermédias tendem a oferecer um equipamento bastante completo, pelo que vale a pena ler cada anúncio com atenção: há Tucson usados muito bem apetrechados que passam despercebidos numa pesquisa rápida - nessa ligação encontra várias unidades.

Muito agradável em estrada

Ao volante, o Tucson cumpre exatamente a filosofia do modelo. Não foi desenhado para entusiasmar, mas para ser fácil e agradável no dia a dia. A suspensão está afinada a pensar no conforto e lida bem com pisos degradados, algo particularmente importante nas estradas portuguesas. A direção é precisa e prática em cidade, estacionamento e manobras, sem prejudicar a estabilidade em autoestrada.

Quanto aos motores a gasóleo, convém distinguir as fases. Até à atualização de 2018, o destaque foi para o 1.7 CRDi (115 cv), um motor conhecido, resistente e com consumos moderados. A partir de 2018, surge também o 1.6 CRDi, disponível com 116 cv ou 136 cv, conforme a versão e a transmissão.

Em estrada, ambos se comportam de forma competente: boa disponibilidade a ritmos moderados, binário suficiente para o peso do carro e consumos realistas para quem faz muitos quilómetros. Não há surpresas - nem pela positiva nem pela negativa - e isso, num usado, acaba por ser uma vantagem.

Preços estáveis mas pouca oferta

Em Portugal, o mercado não facilita a vida a quem procura um Tucson usado. A oferta não é abundante, embora os valores se mantenham relativamente estabilizados.

No PiscaPisca, é possível encontrar unidades a gasóleo mais antigas (2015-2016), com o motor 1.7 CRDi e quilometragens médias, normalmente entre os 16 000 euros e os 18 000 euros. Com a evolução do ano e do nível de equipamento, os preços sobem de forma expectável.

Neste quadro fornecido pelo MotorCV / Piscapisca.pt pode compreender melhor o comportamento do Hyundai Tucson no mercado de usados:

Os modelos posteriores à atualização, já com o 1.6 CRDi, aparecem maioritariamente entre os 20 000 euros e os 30 000 euros, variando com ano, quilometragem, caixa manual ou DCT (dupla embraiagem) e nível de equipamento.

Custos

O Tucson beneficia de uma reputação de fiabilidade globalmente positiva, em linha com a Hyundai, que costuma surgir nos lugares cimeiros dos índices de fiabilidade. Não é um modelo tipicamente associado a falhas estruturais graves, o que ajuda a perceber a sua boa aceitação no mercado de usados.

Ainda assim, há aspetos a acompanhar. Em algumas unidades com mais uso, é referido desgaste mais cedo do que o desejável na embraiagem e no volante do motor, sobretudo com muita utilização urbana. Nas versões com caixa automática DCT, podem surgir reações menos suaves a baixa velocidade ou em manobras - algo que deve ser verificado com cuidado num test-drive antes de comprar.

Como em qualquer motor a gasóleo moderno, o histórico de utilização pesa muito. Carros que fizeram quase só trajetos curtos merecem inspeção mais exigente, principalmente em componentes ligados ao sistema de emissões. No geral, a manutenção tende a ser controlada e dentro do padrão do segmento, sem o peso financeiro típico das alternativas de gama alta.

Este é o Hyundai Tucson que escolhemos

No mercado português, a configuração mais equilibrada tende a ser o Hyundai Tucson pós-atualização (a partir de 2018) com motor 1.6 CRDi, idealmente com caixa manual ou, no caso de DCT, com funcionamento bem verificado e histórico de manutenção completo.

É a escolha que melhor junta modernidade, eficiência, conforto e valor residual, evitando tanto os preços mais elevados das unidades mais recentes como os compromissos das versões base mais antigas.

Neste relatório fornecido pela consultora MotorCV / Piscapisca.pt tem acesso às informações mais relevantes sobre este modelo no mercado português:

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário