Mazda RX-7 de Dominic Toretto: a corrida que abriu Velocidade Furiosa
A primeira corrida de rua mostrada na saga Velocidade Furiosa continua a ser, para muitos, uma das sequências mais marcantes.
Nesse arranque a quatro, Dominic Toretto (Vin Diesel) aparece ao volante de um Mazda RX-7 bastante preparado, enquanto Brian Connor (Paul Walker), o outro protagonista, entra na disputa num Mitsubishi Eclipse igualmente mexido - o coupé, e não o SUV, claro.
Depois da corrida, já em fuga à polícia, vê-se Dominic Toretto a deixar o RX-7 dentro de um edifício e… nunca mais voltámos a «pôr os olhos em cima» do desportivo japonês. E o mais curioso é que o mesmo tipo de desaparecimento aconteceu, mais tarde, fora do ecrã, no mundo real.
Para perceber, dentro do possível, o que aconteceu ao Mazda RX-7 de Dominic Toretto, Craig Lieberman - diretor técnico dos dois primeiros filmes da saga - conta no seu canal de YouTube a história completa do carro: desde a forma como «entrou» na produção até ao momento em que literalmente «desapareceu do mapa».
O “Hero 1”
Como é habitual em produções de Hollywood, não existiu apenas um Mazda RX-7 nas filmagens: foram usados cinco exemplares, cada um destinado a uma função específica, fosse para acrobacias, fosse para planos estáticos.
Entre esses cinco RX-7 originais, conhece-se o paradeiro de todos, com uma exceção: o primeiro de todos, que ficou conhecido como “Hero 1”. Foi precisamente este o carro que convenceu Vin Diesel e a equipa de produção de que era o indicado para a cena da corrida de rua.
Importa notar que este Mazda RX-7 não foi construído de propósito para Velocidade Furiosa. O carro já existia, já estava modificado e tinha dono: Keith Imoto.
Após ser selecionado, recebeu ainda mais alterações, incluindo a mudança de cor - originalmente era cinzento e passou a vermelho - e a remoção da gaiola de segurança que tinha instalada, para tornar mais fácil a entrada e saída de Vin Diesel do coupé.
Alterações e “magia do cinema” no RX-7
Craig Lieberman descreve ao pormenor as modificações feitas, incluindo as que serviram apenas a «magia do cinema», como é o caso do sistema NOS (óxido nitroso). O produtor refere também uma intervenção de maior dimensão: a reconstrução do motor Wankel, depois de este ter «morrido» na sequência de uma das modificações efetuadas.
O que aconteceu ao “Hero 1”?
Concluída a produção, a Universal Studios guardou temporariamente todos os carros do filme até decidir qual seria o destino de cada um. A exceção foi o Mazda RX-7 “Hero 1”, que acabou por ser devolvido ao seu legítimo proprietário, Keith Imoto.
Com o sucesso estrondoso do filme, o “Hero 1” ainda percorreu as páginas das revistas de preparação da época, mas depois disso… «desapareceu».
Lieberman sabe que este RX-7 continua a existir, embora não tenha qualquer pista sobre onde estará «guardado a sete chaves». A sua suposição é que permaneça algures no estado da Califórnia (EUA), na zona de Gardena ou Santa Clarita.
O resto da frota Mazda RX-7 do primeiro Velocidade Furiosa
Quanto aos restantes Mazda RX-7 usados no primeiro Velocidade Furiosa, acabaram por ganhar novos donos - e alguns, de forma curiosa, foram parar ao «velho continente». Sabe-se que um está na Alemanha (onde será alvo de um restauro) e outro nos Países Baixos.
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