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Mais de 100 deputados trabalhistas britânicos assinam declaração de apoio a Keir Starmer

Homem de fato azul a ler documento enquanto grupo de pessoas observa em sala elegante.

Declaração de apoio a Keir Starmer

Mais de 100 deputados trabalhistas britânicos assinaram esta terça-feira uma declaração a apoiar o primeiro-ministro, Keir Starmer, numa altura em que mais de 80 parlamentares já tinham defendido a sua demissão, de acordo com a comunicação social britânica.

No texto citado pela BBC, os signatários argumentam que a prioridade deve ser reconquistar o eleitorado após os recentes resultados nas urnas: "Na semana passada, obtivemos resultados eleitorais extremamente difíceis. Isso mostra que precisamos de trabalhar para reconquistar a confiança do eleitorado. (...) Não é altura de iniciar um processo de contestação da liderança" do partido.

Fraturas no grupo parlamentar e posições no Governo

A tomada de posição evidencia as divisões no grupo parlamentar, onde coexistem deputados que querem manter a liderança, críticos que preferem uma saída faseada e opositores que exigem uma mudança imediata.

No Executivo, vários ministros têm saído em defesa de Starmer, incluindo a ministra dos Transportes, Heidi Alexander, o ministro da Defesa, John Healey, e o ministro do Trabalho, Pat McFadden.

Outros responsáveis têm evitado comprometer-se publicamente, como as ministras do Interior, Shabana Mahmood, e dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper, bem como o ministro do Ambiente, Ed Miliband, que, segundo o jornal The Times, terão tentado convencer Starmer a anunciar um plano de saída.

Pressão para a demissão após as eleições de 7 de maio

Mais de 80 deputados, num total de 403, pediram a saída do líder trabalhista, apontando os maus resultados nas eleições locais e regionais de 7 de maio, nas quais o Partido Trabalhista perdeu mais de 1500 autarcas e a maioria no parlamento autónomo do País de Gales.

Entretanto, seis subsecretários de Estado e três secretárias de Estado também apresentaram a demissão, igualmente a exigir uma alteração na liderança.

O que Starmer diz e como se pode forçar uma eleição interna

O primeiro-ministro voltou a sublinhar que não tenciona abandonar o cargo, para o qual foi eleito em 2024 por cinco anos, e desafiou eventuais rivais a avançarem com uma eleição interna.

"O Partido Trabalhista tem um processo para contestar a liderança e esse processo não foi acionado. O país espera que continuemos a governar. É isso que estou a fazer e o que devemos fazer enquanto governo", afirmou esta manhã, durante a reunião semanal do conselho de ministros.

Starmer acrescentou que "as últimas 48 horas foram desestabilizadoras para o governo, e isso tem um custo económico real para o nosso país e para as famílias", numa referência ao aumento dos juros pagos pelo Governo sobre os títulos do tesouro.

Para que seja desencadeada uma eleição interna, os potenciais candidatos têm de garantir o apoio de um quinto do grupo parlamentar do partido na Câmara dos Comuns, o que neste momento corresponde a 81 deputados.

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