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Conversações EUA sobre a Gronelândia avançam, mas ainda sem acordo

Dois homens apertam as mãos numa reunião com bandeiras da Gronelândia e dos EUA ao fundo e mapa sobre a mesa.

Negociações entre a Gronelândia e os Estados Unidos continuam, mas sem acordo

O primeiro-ministro da Gronelândia afirmou esta terça-feira que as conversações com os Estados Unidos sobre a Gronelândia - território autónomo da Dinamarca que tem sido apontado como alvo de interesse pelo Governo Trump - estão a progredir, embora ainda não tenha sido fechado qualquer entendimento.

"É-me difícil entrar em pormenores sobre as conversações do grupo de trabalho (dinamarquês-gronelandês-norte-americano), mas demos alguns passos na direção certa", declarou Jens-Frederik Nielsen durante a Cimeira de Copenhaga para a Democracia.

"Estamos a negociar, mas não temos um acordo", acrescentou.

Bases militares na Gronelândia e o acordo de defesa

De acordo com vários órgãos de comunicação social, os Estados Unidos (EUA) pretendem instalar três novas bases militares no sul da Gronelândia, para além da base de Pituffik, que já detêm no norte do território.

"Temos um acordo de defesa com os Estados Unidos que já prevê a construção de mais bases, se o desejarem", lembrou o líder do Governo gronelandês.

"Nada posso dizer de concreto sobre as negociações, mas estamos prontos para fazer mais e assumir mais responsabilidades", garantiu.

O acordo de defesa de 1951, revisto em 2004, dá às Forças Armadas dos EUA praticamente carta-branca para posicionarem equipamento militar na Gronelândia, desde que informem as autoridades.

Grupo de trabalho, intervenientes e próximas reuniões em Nuuk

Depois de um início de ano marcado pela manifestação do desejo do Presidente norte-americano, Donald Trump, de "assumir o controlo" desta ilha no Árctico, Copenhaga e Nuuk conseguiram realizar um primeiro encontro com Washington e, mais tarde, avançar para a criação de um grupo de trabalho destinado a abordar as preocupações dos Estados Unidos, sobretudo no que diz respeito à sua presença militar.

"Estamos prontos desde o início e afirmámos estar prontos para fazer mais, para assumir mais responsabilidades em matéria de segurança nacional e internacional", reiterou Nielsen.

"A nossa única exigência é o respeito", insistiu.

Segundo a comunicação social, do lado norte-americano as conversações são conduzidas por Michael Needham, um alto responsável do Departamento de Estado. Já em Washington, a delegação da Dinamarca e da Gronelândia é liderada, respetivamente, pelo embaixador dinamarquês nos Estados Unidos, Jesper Møller Sørensen, e pelo diplomata gronelandês Jacob Isbosethsen.

De acordo com a estação pública britânica BBC, desde janeiro já tiveram lugar cinco reuniões.

Na próxima semana, em Nuuk, o chefe do executivo gronelandês poderá encontrar-se com Jeff Landry, enviado especial de Trump para a Gronelândia, que se deslocará à capital para participar num fórum económico.

"O embaixador [dos EUA na Dinamarca] solicitou uma reunião, Jeff Landry solicitou uma reunião (...). Ela será agendada se tivermos algo de concreto", indicou.

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