Devagar, o pano vai-se levantando. O novo Lancia Ypsilon foi fotografado nas ruas de Milão, ao que tudo indica, durante uma sessão fotográfica. Trata-se dos preparativos “normais” quando faltam poucas semanas para a apresentação mundial do modelo.
Ainda assim, numa cidade com 1,3 milhões de habitantes - e, muito provavelmente, tantos telemóveis com câmara - era inevitável que surgissem mais pormenores do que a marca pretendia. Depois de várias pistas, esta é a primeira vez que vemos por completo a traseira do novo Ypsilon.
Dito isto, há boas e más notícias. Bem, na verdade são só boas… até no que toca aos motores.
Sim, é mesmo um Lancia
Há que reconhecer o mérito à equipa da Stellantis. As marcas do grupo - sob a liderança de Carlos Tavares - têm conseguido partilhar componentes e plataformas sem perderem a personalidade própria.
O novo Lancia Ypsilon volta a ser prova disso. Ainda não sabemos que soluções foram escolhidas para a frente, mas atrás não há discussão possível: é, de facto, um Lancia. A fotografia em destaque é inequívoca e os farolins redondos não deixam margem para dúvidas.
Isto significa que quem conhece a história da marca encontra ecos do Lancia Stratos; e quem não tem essa referência percebe, ainda assim, que este não será apenas “mais um” utilitário no mercado.
Vamos falar de motores
O novo Lancia Ypsilon deverá ser proposto com motorização elétrica e, em alternativa, com motor de combustão. A revelação oficial está marcada já para fevereiro, através de uma versão 100% elétrica, desenvolvida em parceria com a Cassina - uma conhecida marca italiana de design de interiores.
Ao que tudo indica, o novo Lancia Ypsilon elétrico deverá recorrer ao novo motor elétrico da Stellantis (nome de código M3), com 156 cv de potência. No capítulo da bateria, aponta-se para 54 kWh de capacidade, o que deverá assegurar confortavelmente mais de 400 km de autonomia. Ainda assim, toda esta informação aguarda confirmação oficial.
Gasolina? Sim, claro.
As variantes com motor de combustão deverão aparecer apenas numa fase posterior. Isto apesar de os responsáveis da marca já terem indicado que, a médio prazo, a Lancia seguirá rumo à eletrificação total.
No entanto, existe uma orientação mais abrangente no “universo Stellantis”: não deixar ninguém para trás. Neste período de transição energética, Carlos Tavares, diretor executivo do grupo, tem defendido que é tão relevante reduzir as emissões como garantir o direito à mobilidade individual a todos os consumidores.
Convém lembrar que o novo Lancia Ypsilon será o primeiro de três modelos previstos até ao final da década: Ypsilon em 2024, Gamma em 2026 e Delta em 2028.
Fonte: ANSA.IT
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