Depois de Phantom e Cullinan, chegou a vez do Rolls-Royce Ghost (apresentado em 2020) receber uma atualização que, à semelhança dos dois “irmãos”, passa a ostentar a designação Series II. A obsessão pela qualidade de construção e pelo nível de luxo mais elevado mantém-se, mas existe agora uma atenção reforçada a quem vai ao volante.
Nos últimos anos, a marca de Goodwood tem visto descer a idade média dos seus clientes. E muitos dos novos proprietários continuam a valorizar o prazer de conduzir - não apenas o de serem conduzidos.
Um Rolls-Royce para conduzir
É precisamente por isso que a Rolls-Royce afirma ter tornado a condução mais envolvente, através de vários aperfeiçoamentos no chassis e no motor V12 6.75 - com a potência a manter-se nos 571 cv e, na variante Black Badge, nos 600 cv. Ainda assim, as diferenças mais marcantes continuam a concentrar-se na configuração mais desportiva, a Black Badge.
A principal novidade é a inclusão de um botão “Low” na haste do seletor da transmissão - chamar-lhe apenas “Sport” não seria suficientemente condigno de um Rolls-Royce. Ao ativá-lo, o Ghost Series II Black Badge passa a efetuar passagens de caixa 50% mais rápidas, mas apenas quando pressionamos o acelerador em pelo menos 90% do seu curso; em paralelo, o escape ganha uma nota mais grave.
Para complementar, a suspensão Planar do Black Badge passa a contar com uma afinação própria, tal como o pedal do travão. Além de encurtar o curso, o ponto de «mordedura» surge mais cedo.
Mais e melhor tecnologia
No Ghost Series II, a marca britânica reforçou também a componente tecnológica, com clara influência do Spectre, o primeiro Rolls-Royce 100% elétrico.
Entre os destaques está o novo Central Information Display. Neste ecrã, o grafismo e os mostradores podem ser totalmente personalizados, em função do interior ou do exterior do Ghost.
Há igualmente um novo sistema operativo, o Spirit, integrado com a aplicação Whispers, que o proprietário do Ghost terá no seu telemóvel. Através desta app, é possível comandar remotamente várias funções do automóvel e gerir os destinos pretendidos.
No exterior, a silhueta continua imediatamente identificável como um Ghost, embora existam alterações fáceis de reconhecer - como os grupos óticos traseiros, agora mais verticais.
Na frente, as novas luzes de condução diurna procuram sublinhar a largura da carroçaria. Ainda assim, o maior destaque vai para a grelha frontal Pantheon, que passa a apresentar iluminação no interior.
Personalização extrema
A personalização continua a ocupar um lugar central na estratégia da Rolls-Royce. O Ghost Series II estreia novas opções de jantes de 22” e acrescenta uma cor inédita à paleta: “Mustique Blue”. De acordo com a marca, este tom foi inspirado nas águas tropicais da ilha de Mustique, trazendo um apontamento exótico a uma oferta de cores já muito ampla.
No capítulo dos materiais, a Rolls-Royce passa a disponibilizar o “Grey Stained Ash”, uma madeira de poro aberto com partículas metálicas, pensada para um resultado mais moderno e sofisticado. Outra estreia é o tecido “Duality Twill”, produzido a partir de bambu, numa referência à história da marca e ao seu rigor no detalhe.
Para os mais entusiastas de música, o Ghost Series II pode agora ser configurado com um sistema de som que inclui um amplificador de 1400 W e 18 altifalantes. Integra microfones no habitáculo para ajustar automaticamente o áudio e pode funcionar em conjunto com o tejadilho Starlight.
Mais hipóteses de escolha
Para lá das possibilidades de personalização praticamente ilimitadas, a Rolls-Royce apresenta ainda mais uma «tela em branco» no Ghost Series II: o Extended.
Na variante Extended, o nível de luxo sobe mais um degrau, graças sobretudo ao aumento do espaço a bordo. O habitáculo ganha mais 170 mm de comprimento, e esse acréscimo é integralmente aplicado na área destinada aos passageiros traseiros.
A Rolls-Royce ainda não revelou a data de lançamento do Ghost Series II.
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