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XPeng chega a Portugal com G6, G9 e P7

Automóveis elétricos XPeng expostos em showroom moderno e luminoso, com design futurista.

Falta muito pouco para começarmos a cruzar-nos com modelos da XPeng nas estradas portuguesas. Depois de ter «invadido» vários mercados do norte da Europa, a marca chinesa «aterra» agora em Portugal.

À semelhança da Tesla, a XPeng rejeita a etiqueta de «construtor automóvel tradicional» e prefere apresentar-se como uma empresa tecnológica, com forte aposta em software.

Mesmo estando apenas a celebrar o seu 10.º aniversário, a XPeng já conquistou um estatuto relevante no seu mercado doméstico. Um sinal disso é o reconhecimento recente do Grupo Volkswagen, que assinou um investimento avultado - cerca de 628 milhões de euros - para assegurar uma participação de 4,99% na empresa chinesa.

Com este passo, a XPeng procura agora reforçar a sua implantação no continente europeu, que deverá tornar-se o segundo território mais importante para a marca, imediatamente a seguir à China.

Em Portugal, a importação fica a cargo da Salvador Caetano, o histórico representante da Toyota que, de forma curiosa, também assegura a representação nacional da BYD.

A estreia da XPeng no nosso mercado faz-se com três propostas: além do G6, que o Guilherme Costa já testou em vídeo, chegam ainda o G9, o SUV topo de gama da marca, e o P7, uma berlina de orientação mais desportiva.

XPeng G6 ao ataque

Na estratégia europeia da XPeng, o G6 assume o papel de modelo-chave e, pelo seu posicionamento, aponta diretamente ao Tesla Model Y, que foi o elétrico mais vendido no mercado europeu no primeiro semestre do ano.

Com arquitetura elétrica de 800 V - o que lhe permite aceitar carregamentos em corrente contínua (DC) até 280 kW -, o XPeng G6 é comercializado em Portugal em três variantes: Standard Range, Long Range e Performance.

No topo da gama surge o AWD Performance, equipado com dois motores elétricos (um em cada eixo). Em conjunto, debita 350 kW (476 cv) e 660 Nm de binário máximo. A velocidade máxima está limitada a 200 km/h e a aceleração dos 0 aos 100 km/h faz-se em 4s.

A complementar este conjunto, o XPeng G6 AWD Performance anuncia uma autonomia até 550 km em ciclo combinado WLTP, suportada por uma bateria NMC com 87,5 kWh de capacidade.

No outro extremo da oferta, a versão Standard Range funciona como porta de entrada na gama G6: recorre a um motor elétrico traseiro com 190 kW (258 cv) e 440 Nm, cumprindo os 0 aos 100 km/h em 6,9s.

Ainda assim, nesta configuração a bateria é LFP e tem 66 kWh, o que se traduz numa autonomia declarada até 435 km (ciclo combinado WLTP).

Em Portugal, os preços do XPeng G6 arrancam nos 46 990 euros para a versão Standard Range.

SUV para as famílias

Para quem privilegia uma carroçaria SUV, mas precisa de mais espaço a bordo, a proposta da XPeng é o G9, com quase 4,90 m de comprimento e praticamente três metros de distância entre eixos.

Com argumentos como sistema de som com Dolby Atmos, bancos com função de massagem e apoio adicional para as pernas (no caso do lugar do passageiro dianteiro), suspensão pneumática adaptativa e um conjunto abrangente de sensores (12 sensores ultrassónicos, cinco radares e 12 câmeras), o G9 assume-se como o topo de gama da marca chinesa em Portugal.

O G9 pode ser escolhido com duas baterias - 78,2 kWh e 98 kWh - e com duas soluções de motorização: uma com um motor e outra com dois motores. A primeira é de tração traseira e entrega 230 kW (313 cv); já a segunda recorre a tração integral, disponibilizando 405 kW (551 cv) e 717 Nm, com capacidade para acelerar dos 0 aos 100 km/h em 3,9s.

A arquitetura elétrica de 800 V permite-lhe, além disso, carregar em corrente contínua (DC) até 300 kW, fazendo com que a bateria de 98 kWh passe de 10% a 80% em apenas 20 minutos.

No mercado nacional, o G9 é proposto em três versões - Standard Range, Long Range (até 570 km de autonomia) e Performance -, com preços a partir de 62 790 euros.

Anti-Model 3

A XPeng posiciona o P7 como alternativa a propostas como o Tesla Model 3, o BYD Seal, o BMW i4 e o Polestar 2.

Com desenho de berlina tradicional e linhas exteriores muito fluidas, o P7 é o modelo da XPeng em Portugal com maior foco na componente dinâmica, sobretudo nas versões Performance e Wing Edition. Estas são as mais potentes da gama e partilham os mesmos números: 348 kW (473 cv) e 757 Nm.

Estes valores resultam de dois motores elétricos, um por eixo, que permitem ao P7 acelerar dos 0 aos 100 km/h em 4,1s. A velocidade máxima permanece sempre limitada a 200 km/h, independentemente da motorização.

No capítulo da autonomia, as versões Performance e Wing Edition - graças à bateria NMC (níquel, manganês e cobalto) com 86,2 kWh de capacidade - anunciam até 570 km (ciclo combinado WLTP).

Já a opção de acesso, designada Long Range, recorre a um único motor elétrico (com 203 kW ou 276 cv e 440 Nm), elevando a autonomia até aos 650 km (ciclo combinado WLTP).

Ao contrário do que acontece com os G6 e G9, o P7 fica limitado a 175 kW de potência de carregamento (DC), embora ainda consiga passar de 10% para 80% de carga em 29 minutos.

Em Portugal, o XPeng P7 começa nos 46 990 euros, correspondente à versão Long Range.

Ambição não falta

No evento que marcou oficialmente a entrada no mercado português, a XPeng revelou que, nesta fase, já dispõe de dois pontos de venda no país - um no Porto e outro em Lisboa -, aos quais se irão juntar mais cinco espaços até ao final do ano.

Para 2025, a meta da XPeng passa por alcançar um total de 15 concessionários em Portugal, assegurando cobertura integral do território nacional (incluindo ilhas).

Também as metas comerciais para o nosso mercado já estão definidas: em 2025 (o primeiro ano completo em Portugal) a marca quer vender pelo menos 1000 unidades, duplicando esse volume (2000 un.) em 2026.

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