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LABACE 2026 impulsiona a aviação do agronegócio no Brasil

Dois homens apertam as mãos junto a um avião privado numa pista ao lado de uma plantação verde.
Neste artigo
  1. Agronegócio impulsiona a aviação no Brasil
  2. LABACE 2026 reúne a aviação de negócios e o setor agro
  3. Ligações entre explorações, centros produtivos e cidades

Agronegócio impulsiona a aviação no Brasil

O agronegócio brasileiro continua a ser um motor decisivo para o crescimento do mercado aeronáutico do país. De acordo com a Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG), a frota activa de aeronaves de pulverização agrícola cresceu 4,2% nos últimos 12 meses, alcançando 2.158 unidades em maio de 2026.

No mesmo período, as aeronaves turboélice - muito usadas no transporte de passageiros e mercadorias para pistas mais pequenas e sem pavimento - registaram uma subida de 7,1%, acompanhando a expansão das actividades do agronegócio.

LABACE 2026 reúne a aviação de negócios e o setor agro

Este contexto reforça a relevância da LABACE 2026, a maior feira de Aviação de Negócios da América Latina, marcada para 4 a 6 de agosto, no Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo. A 21.ª edição deverá atrair um número recorde de proprietários, operadores e empresários do setor agro, que recorrem à aviação geral para elevar a produtividade e a eficiência das suas explorações rurais.

Flávio Pires, CEO da ABAG, salienta que “a aviação do agronegócio é um dos pilares da competitividade do setor. O crescimento da frota evidencia sua relevância estratégica, e a LABACE é o ambiente perfeito para apresentar inovações em aeronaves, tecnologias e serviços que impulsionam o desempenho no campo”.

Ligações entre explorações, centros produtivos e cidades

Para lá das operações agrícolas, a aviação de negócios tem um papel essencial na mobilidade do setor, ao assegurar ligações rápidas entre quintas, polos de produção e centros urbanos. Pires sublinha que, enquanto a aviação comercial serve 140 cidades brasileiras, a aviação de negócios liga cerca de 5.500 municípios, simplificando a realização de negócios e contribuindo para o desenvolvimento económico do país.

Em 2025, a LABACE acolheu mais de 14 mil visitantes e apresentou 54 aeronaves, afirmando-se como a principal montra do setor e um espaço estratégico para networking e para a concretização de negócios de elevado valor. Em 2026, a previsão é expandir ainda mais este alcance, reunindo os principais intervenientes num ambiente orientado para a inovação e a geração de negócios.

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Marta Filipa Correia

Marta Filipa Correia é engenheira agrónoma e investigadora em sistemas agroflorestais mediterrânicos, com especialização no cultivo e valorização da maquiave. Dedica-se ao estudo da ecologia da planta, boas práticas de colheita e transformação tradicional, bem como ao seu potencial gastronómico e sustentável. É também autora de conteúdos sobre biodiversidade rural e usos etnobotânicos associados à maquiave.

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